segunda-feira, 3 de maio de 2010

Anjos e acolhimentoos

Vou falar um pouco do meu trabalho, trabalho na casa bakita a 4 anos, gosto do que faço e faço com prazer e satisfação, cuido de crianças, as vezes vem a tristeza pela situação com que essas crianças chegam, mas ao mesmo tempo é muito bom poder e dar um pouco de carinho a elas.
Para fazer esse serviço, tem que amar o que faz e ser estruturada, cuido de 12 a 15 bebes, que as vezes choram todos ao mesmo tempo.
Estou divulgando um pouquinho disso por meio de minhas palavras e de reportagem para mostrar a dificuldade encontrada pelas crianças.
Lá passamos por uma grande dificuldade financeira, a prefeitura cortou a verba pela metade alegando que com três reais e setenta centavos, se consegue fazer cinco refeições por dia, as doações são escassas e o número de funcionários reduzido, porque mais uma vez a prefeitura acha que não tem necessidade de contratação de funcionários, trabalhamos por amor, pois as condições são mínimas.
Temos uma ótima coordenação, que tenta se virar nos trinta para manter as boas condições, condições dignas para as crianças.
A lentidão do judiciário e leis defasadas, fazem com que as crianças fiquem mais tempo abrigadas, nisso vão crescendo e ficando mais difícil a adoção, quando completarem 18 anos são obrigadas a irem para rua pois não tem mais direito, a ficar no abrigo. Andreia Jussara

Postado por Michele prado.
A verdade a gente inventa
Para escrever uma matéria sobre os benefícios do trabalho voluntário, visitei algumas instituições do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, entre elas a Casa Santa Bakhita, um abrigo provisório para crianças de zero a seis anos. Nas dependências da casa conheci dois meninos, de cinco e de seis anos.
- Fala pra ela porque você está aqui – pediu a responsável pelo local a um dos garotos.
- Em vim porque queria conhecer o meu amigo! – disse o mais novo, sorrindo ao mesmo tempo em que passava o braço por cima do ombro do colega.
A cena foi tão engraçada que não pude controlar o riso. Depois alguém me segredou baixinho, ao pé do ouvido, o quanto a história dele era complicada. Seria melhor acreditar que ele estava lá apenas pela necessidade de ter um amigo


Os anjos a procura de felicidade

Muito mais que dar esmola ou fazer sacolinhas com presentes de Natal, os voluntários e profissionais das 335 ONGs conveniadas pela prefeitura cuidam das 61 500 crianças e adolescentes pobres que atendem. A seguir, os exemplo de instituição que está entre a maior e melhor da cidade
Coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social em conjunto com a ONG Nossa Senhora do Bom Parto, a Casa Bakhita, criada em 2006 no bairro do Belém, na Zona Leste, foi o primeiro abrigo da cidade para crianças de até 6 anos. "Atendemos aos casos de emergência e em dois meses devemos encaminhar a criança para adoção ou outras instituições. Se for possível, ela retornará para sua família", diz a assistente social Vera Volpato. Esse trabalho, claro, é articulado com o juizado da vara da infância.

Atualmente, a Casa Bakhita abriga 22 bebês. Os que estão na fase de engatinhar passam boa parte do tempo na sala, espalhados sobre um edredom, vidrados com a televisão ou brincando com os bichinhos de pelúcia e bonecos coletivos. Os menores ficam na edícula da casa, onde foi montado um berçário, sob os cuidados de funcionários.

Organização: Nossa Senhora do Bom Parto
Número de crianças e adolescentes atendidos em 2007: 7 350
Principais ações: abrigos para crianças em situação de risco e atividades pós-escola para estudantes de baixa renda
Contatos: 6696-3200 e www.acolhe.org.br
34. Folha de S. Paulo - SP
Kassab corta merenda de crianças carentes
Compra enviada a abrigos conveniados foi trocada por verba mensal de R$ 2.300

Entidades abrigam em média 20 jovens; com o valor, cada uma delas tem R$ 3,80 para fazer cinco refeições por dia

ADRIANA FERRAZ
DO "AGORA"

Desde o dia 1º de janeiro, a gestão Kassab não entrega merenda nas entidades que atendem crianças ou adolescentes órfãos ou em situação de risco.
Em vez da compra mensal -com alimentos não perecíveis, como arroz e feijão- e uma ou duas feiras por semana, a prefeitura repassa R$ 2.289 por mês às entidades, que atendem em média 20 jovens.
Com a verba, cada criança tem R$ 3,80 por dia para fazer cinco refeições. A mudança, segundo as entidades e o Ministério Público, foi imposta pela Secretaria da Assistência Social, responsável pelos convênios.
"As crianças fazem cinco refeições por dia, fora os lanches. Apenas em janeiro, gastamos R$ 5.900 com os mesmos itens [que eram repassados]", diz Maria Tereza da Silva, 49, coordenadora do abrigo Madre Mazzarelo (zona norte).
O corte feito pela gestão Gilberto Kassab (DEM) acontece em um momento de alta na arrecadação municipal. Ao contrário do previsto, a receita cresceu 3,5% em 2009.
Na zona leste, a Casa Bakhita atende 25 crianças de zero a seis anos. O gasto no mês passado foi de R$ 4.707. "Se não fossem as doações, teria faltado comida", afirma a secretária Darcy Finzeto, 66.
Segundo estimativa das entidades, os gastos de fevereiro com alimentação devem ser maiores, já que os estoques, no mês passado, ainda continham sobras de dezembro.
A Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses da Infância e Juventude da capital instaurou inquérito civil para apurar os motivos da mudança.
A promotora Dora Martin Strilicherk pediu à prefeitura um estudo que justifique a verba. "Esse dinheiro não dá para comprar nem um coxinha e um suco. As crianças e adolescentes que vivem em abrigos já estão vitimizados. Agora, correm o risco de passar fome

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